
XX
Semana Bíblica de Gondomar
04
a 08 de Novembro de 2019
21h15
– 23h00
Cripta
dos Capuchinhos de Gondomar
De 04 a 08 de Novembro vai dar inicio a mais uma semana Bíblica em Gondomar. Este ano não contamos com a presença do carismático Frei Vitor, passando a tarefa para o Frei Acílio.
Aqui fica o programa que preencherá toda a semana Bíblica.
Programa
Dia
4 (segunda-feira)
-
Apresentação da XX Semana Bíblica de Gondomar: Padre Avelino
Torres, Vigário da Vara
Tema:
A Bíblia,
Fonte e Alegria da Missão:
D. Joaquim Ferreira Lopes, capuchinho, bispo emérito de Viana
(Angola)
Dia
5 (Terça-feira)
Tema:
A Missão na
Bíblia:
frei Herculano Alves, capuchinho
Dia
6 (Quarta-feira)
Tema:
De Jesus
Cristo Evangelizador a uma Igreja missionária:
Dr. José Carlos Carvalho, UC
Dia
7 (Quinta-feira)
- Mesa
redonda:
A
Bíblia na tua experiência missionária e nas periferias:
+
Missionárias da Consolata: Viviane Nunes e Rui de Sousa
+
Combonianos: Carlos Barros (leigo)
+
Missionário da Boa Nova
Dia 8
(Sexta-feira)
Tema:
Maria,
Estrela da
Evangelização:
Ir. Maria
Rosária Nunes, franciscana missionária de Maria
Todos,
Tudo
e
Sempre
em
Missão!
| Frei António Pojeira dando inicio a mais uma semana Bíblica a XX de Gondomar |
| Símbolos de toda a semana Bíblica |
| Procissão transportando os Símbolos da Semana |
| Padre Avelino Vigário da Vara em representação do Sr. Bispo Manuel Linda |
| O Poço com a água da fonte da Missão |
| Orador do dia, D. Joaquim |
Agradeceu a todos os padres presentes e pediu para que fosse cantado os parabéns ao nosso pároco o Sr. Padre Alípio pelo seu aniversário do dia anterior, dia 03 de Novembro.
Inalteceu o frei Vitor por todos estes anos em que esteve à frente da semana Bíblica, dezanove anos, atualmente a cargo do Frei Acílio.
O Padre Avelino, vigário da vara, em representação do Sr. Bispo D. Manuel Linda.
Cada um de nós é missão. Há 100 anos o papa Bento XV diz que a Missão é a principal vocação da Igreja.
O cerne do missionário está em fazer discípulos, Questionou a modo de afirmação, A comunidade está a formar ?
A Igreja só faz sentido com discípulos. Nós devemos ser discípulos missionários para nos tornar-nos apóstolos.
Dom Joaquim Ferreira Lopes, O.F.M.Cap., (Roriz, Santo Tirso, Portugal, 13 de Outubro de 1949) é um bispo católico português, sendo presentemente Bispo Emérito de Viana, em Angola.
Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, onde professou a 17 de Setembro de 1972, tendo sido ordenado sacerdote a 25 de Maio de 1975.
Foi Bispo do Dundo de 2002 a 2008, sendo também o primeiro bispo desta diocese angolana erecta em 2002.[1] A 6 de Junho de 2007 foi nomeado Bispo da Diocese de Viana, em Angola, pelo Papa Bento XVI, aquando da erecção daquela nova diocese, sendo o seu primeiro Bispo.[2]
Pediu a resignação ao governo da Diocese de Viana, por motivos de saúde, tendo o pedido sido aceite pelo Papa Francisco a 11 de Fevereiro de 2019.(wikipédia)
Foi o orador da noite.Está em Angola à cinquenta anos, em que a língua é a mesma mas não o é a linguagem.
A missão da Igreja no mundo é de anunciar o Reino, na descoberta dos verdadeiros adoradores do Pai. Dar Luz aos que andam nas trevas e aos que andam na Luz para que não saiam da Luz.
Deus fez aliança de amor com o mundo, verbo feito homem é a palavra a anunciar.
Anjo, anuncio grande alegria.
Fonte e alegria relacionadas com a Bíblia.
Fonte; Cap. XIV de Jeremias, O apóstolo tradutor das Escrituras.
Fonte ligada à agua, falta de chuva na Terra,poço seco.
Agua ligada à palavra.
A Tora dada a Moisés refere-se a uma fonte.
Nós somos religião de pessoas, livro é a verdadeira fonte.
Se alguém beber da água de Jesus, bebe de um poço onde jorra água para a vida eterna.
Alegria - Carta de S. Pedro.
No antigo testamento toda a alegria vem de Deus e ele privará de todos os bens terrenos que não são com alegria.
Novo testamento - a alegria de Deus.
Zacarias, alegre pelo nascimento de João Batista.
Os pastores alegram-se com o menino; Maria alegra-se com a sua prima.
Deus tem mais alegria por um pecador que se converte.
A Alegria da Ressurreição de Cristo.
A Bíblia é a fonte da Alegria da Evangelização. Tudo o que foi escrito junto, deve-se ler junto.
Seguiu-se a oração final.
Dia 5 (Terça-feira)
Tema: A Missão na Bíblia: frei Herculano Alves, capuchinhos
Terça feira, coube ao Frei Acilio a abertura deste novo dia da semana Bíblica de Gondomar a XX.
Depois da oração inicial a cargo do Grupo Coral Psallite, a Drª Ermelinda Nunes apresentou o já conhecido orador Frei Herculano.
A Igreja vive da Palavra
Frei Herculano Alves afirma que «não é possível viver o cristianismo sem conhecer o Livro onde está escrito o que é ser cristão» (agência Eclesia)
HERCULANO ALVES
CURRICULUM VITAE
Herculano Alves, filho de Manuel Alves e de Júlia Domingues Ferreira, nascido em
Vilarelho – Serafão – FAFE, entrou cedo para o Seminário dos Franciscanos Capuchinhos
onde fez os seus Estudos Preparatórios.
Estudou Filosofia em Salamanca (Espanha), entre 1959-1962 e a Teologia no Porto e na
Faculdade de Teologia de Toulouse (França).
Ordenado sacerdote a 14 de agosto de 1966, continuou, em 1972, os seus estudos na
Universidade de Coimbra, onde se Licenciou em Filologia Românica, na Faculdade de
Letras, em 1977, fazendo seguidamente o Estágio Pedagógico em Português e Francês numa
Escola Pública do Porto.
Em outubro de 1981 iniciou os seus estudos no Pontifício Instituto Bíblico de Roma,
onde se Licenciou em Ciências Bíblicas, em fevereiro de 1984, com a tese: “El Evangelio de
Tomás y los Sinópticos” (10 valores s/10).
Em 26 de abril de 2005 obteve o Doutoramento em Teologia Bíblica pela
Universidade Pontifícia de Salamanca, com a tese: A Bíblia de João Ferreira Annes
d’Almeida. Trata-se da primeira tradução portuguesa da Bíblia, que é também a obra mais
editada e mais lida em língua portuguesa.
Em 1986 iniciou a sua carreira de Professor na Universidade Católica Portuguesa
(Faculdade de Teologia, Centros do Porto e de Braga), onde lecionou várias Cadeiras de
Ciências Bíblicas: Evangelhos Sinópticos, Pentateuco, Actos e Epístolas Católicas, Novo
Testamento I, Novo Testamento II, Bíblia e Educação da Fé, Semiótica e Leitura de textos
Bíblicos, A Aliança na Bíblia.
Tem exercido vários cargos na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos, mormente Director
Nacional do Movimento de Dinamização Bíblica e diretor da revista Bíblica.
Possui o Diploma de Formador, documento oficial do Estado português para formação de
professores, na Área de Religião e Moral Católicas.
| Cartaz do tema do dia |
Dia 6 (Quarta-feira)
Tema: De Jesus Cristo Evangelizador a uma Igreja missionária:
A noite começou com a apresentação do conferencista pela Irmã Luísa.
Aqui coloco parte do Curriculum do Dr. José Carlos Silva Carvalho.
Doutoramento em Teologia Bíblica pela Faculdade de Teologia da UCP - Lisboa em 2007. Mestrado em Teologia Sistemática pela Faculdade de Teologia da UCP - Lisboa em 1995. Licenciatura Canónica (SSL) em Exegese Bíblica no PIB de Roma em 1997. Licenciatura em Teologia na Faculdade de Teologia da UCP - Porto em 1992.
A pesquisa de José Carlos Silva Carvalho tem-se centrado em temas bíblicos, sobretudo do Novo Testamento, privilegiando o conhecimento do Jesus histórico, o período e contexto envolvente, bem como a leitura cultural do texto bíblico. Nos Evangelhos têm sido privilegiados os sinópticos, enquadrados pela hermenêutica dos textos. Tal pretende colocar o texto bíblico em diálogo com a cultura contemporânea, e o mesmo tem sido aplicado aos textos paulinos.
Como membro de comissões científicas de simpósios organizados pelo santuário de Fátima, isto tem permitido estudar a mensagem de Fátima nas suas várias dimensões e protagonistas, sobretudo no fundo bíblico-apocalíptico da mesma.
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Docência
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Cristo Evangelizador numa Igreja Missionária e a relação de Cristo para a Igreja e para a Missão.
Quando falamos em Missão, ocorre-nos um movimento para o exterior mas o Evangelho fala em algo prévio, antecipação da Missão.
A Missão de Jesus é de anunciar o amor trinitário que Ele vive. Os cristãos devem se colocar ao lado de Cristo na Igreja e na Missão.
O reino é a síntese da Missão de Jesus que pretende que o Reino seja anunciado, mas como o Reino é jesus então Ele é Igreja. A Igreja é então o corpo de Cristo. Cristo evangelizador, missionado e missionário. Ele anuncia o Reino cujo anuncio recebe do Pai.
Missão e de seguida evangelização.
Cristo quer uma Igreja evangelizadora. A Igreja é o espelho Cristo.
Concilio trinitário da Igreja, define o Pai o filho e o seu relacionamento que é a função do Espírito Santo.
O Filho precede do Pai, e do amor do Pai, o Espírito Santo é esse amor reciproco entre Pai e Filho
Para João Paulo I, O Pai também é missão para o filho, a missão do Espírito Santo é a função da missão do pai para o filho. Toda a Igreja participa deste mistério.
Para S. Mateus, a comunidade centrada em Maria e José, aceita e acredita na mensagem do Anjo. A sua função é aceitar o filho de Jesus, aceitar o amor de Deus.
A missão de Jesus é ensinar, na Basílica, Jesus vai ensinar, vai anunciar a Boa Nova do Seu Reino. Jesus vai permanecer com a Igreja até ao fim dos tempos.
Jesus o Emanuel o Deus connosco.
Missão universal, com o Seu Reino: Eu vim para as ovelhas perdidas de Israel. Jesus envia os 12 discípulos às ovelhas perdidas de Israel. Na Sua missão Jesus dá preferência aos mais pobres, aos marginalizados. Jesus sente dificuldade na Evangelização aos pagãos, estes criam resistência.
Em Mateus a Igreja é um corpo de irmãos, para Jesus também somos irmãos, somos uma fraternidade a igreja é uma família.
A Igreja trata todos como irmãos mesmo os pecadores.A missão da Igreja é um espaço de acolhimento, é necessário gente preparada para o acolhimento. O pecador tem a opção de aceitar ou recusar o evangelho.
A Igreja tem que ser uma comunidade de terapia de pecadores, de um acolhimento personalizado e citando o Papa Francisco, a Igreja deve ser um Hospital de campanha.
Pedro, discípulo amado,reconhece que Jesus é vida de Deus desde sempre e vai acompanhá-lo até à cruz. Pedro quer levar a sua comunidade à missão de seguir Jesus, quer viver a vida de Jesus, consumir um Jesus inteiro, Humano e Divino e reconhecer Jesus em Deus. Permanecer em Jesus, alimentando-se do sangue e da água que brotam do lado de Jesus.
Quando Pedro convida os discípulos a quebrar o jejum, os discípulos ainda não tinham-se alimentado do corpo e sangue de Cristo, quebrar o jejum significa voltar à ceia de Cristo. Pedro também está em jejum de dignidade mesmo depois de visitar o túmulo vazio. Pedro continua o seu percurso de fé,ele que sentiu vergonha depois do galo cantar. Pedro sente necessidade de entrar no mar da Galileia para limpar o seu pecado. O braseiro que vai aquecer Pedro é o braseiro do Espírito Santo que o vai fortalecer na fé.
Quando falamos em Missão, ocorre-nos um movimento para o exterior mas o Evangelho fala em algo prévio, antecipação da Missão.
A Missão de Jesus é de anunciar o amor trinitário que Ele vive. Os cristãos devem se colocar ao lado de Cristo na Igreja e na Missão.
O reino é a síntese da Missão de Jesus que pretende que o Reino seja anunciado, mas como o Reino é jesus então Ele é Igreja. A Igreja é então o corpo de Cristo. Cristo evangelizador, missionado e missionário. Ele anuncia o Reino cujo anuncio recebe do Pai.
Missão e de seguida evangelização.
Cristo quer uma Igreja evangelizadora. A Igreja é o espelho Cristo.
Concilio trinitário da Igreja, define o Pai o filho e o seu relacionamento que é a função do Espírito Santo.
O Filho precede do Pai, e do amor do Pai, o Espírito Santo é esse amor reciproco entre Pai e Filho
Para João Paulo I, O Pai também é missão para o filho, a missão do Espírito Santo é a função da missão do pai para o filho. Toda a Igreja participa deste mistério.
Para S. Mateus, a comunidade centrada em Maria e José, aceita e acredita na mensagem do Anjo. A sua função é aceitar o filho de Jesus, aceitar o amor de Deus.
A missão de Jesus é ensinar, na Basílica, Jesus vai ensinar, vai anunciar a Boa Nova do Seu Reino. Jesus vai permanecer com a Igreja até ao fim dos tempos.
Jesus o Emanuel o Deus connosco.
Missão universal, com o Seu Reino: Eu vim para as ovelhas perdidas de Israel. Jesus envia os 12 discípulos às ovelhas perdidas de Israel. Na Sua missão Jesus dá preferência aos mais pobres, aos marginalizados. Jesus sente dificuldade na Evangelização aos pagãos, estes criam resistência.
Em Mateus a Igreja é um corpo de irmãos, para Jesus também somos irmãos, somos uma fraternidade a igreja é uma família.
A Igreja trata todos como irmãos mesmo os pecadores.A missão da Igreja é um espaço de acolhimento, é necessário gente preparada para o acolhimento. O pecador tem a opção de aceitar ou recusar o evangelho.
A Igreja tem que ser uma comunidade de terapia de pecadores, de um acolhimento personalizado e citando o Papa Francisco, a Igreja deve ser um Hospital de campanha.
Pedro, discípulo amado,reconhece que Jesus é vida de Deus desde sempre e vai acompanhá-lo até à cruz. Pedro quer levar a sua comunidade à missão de seguir Jesus, quer viver a vida de Jesus, consumir um Jesus inteiro, Humano e Divino e reconhecer Jesus em Deus. Permanecer em Jesus, alimentando-se do sangue e da água que brotam do lado de Jesus.
Quando Pedro convida os discípulos a quebrar o jejum, os discípulos ainda não tinham-se alimentado do corpo e sangue de Cristo, quebrar o jejum significa voltar à ceia de Cristo. Pedro também está em jejum de dignidade mesmo depois de visitar o túmulo vazio. Pedro continua o seu percurso de fé,ele que sentiu vergonha depois do galo cantar. Pedro sente necessidade de entrar no mar da Galileia para limpar o seu pecado. O braseiro que vai aquecer Pedro é o braseiro do Espírito Santo que o vai fortalecer na fé.
Dia 7 (quinta-feira)
- Mesa redonda: A Bíblia na tua experiência missionária e nas periferias:
Quinta feira chuvosa e de futebol europeu, notou-se alguma desistência ,daqueles que marcaram a sua presença nestes últimos dias.
Depois da leitura de um texto da Bíblia, a apresentadora do dia, Zélia, deu a palavra ao Padre Joaquim Pinho missionário da Boa Nova. Estudou nos Salesianos no porto, conviveu com elementos da O.F.S. de Gondomar. Ainda estudante ouviu falar dos missionários em Moçambique.
Quando da independência de Moçambique, questionou-se se fazia sentido continuar com a evangelização em Moçambique, quando em Moçambique a religião estava proibida.
Após a visita do Papa João Paulo II em 1987, as coisas mudaram muito.
Foram frases como as de S. Paulo que o empurraram para a missão em Moçambique, "Ai de mim se não evangelizar", entre outras.
Partiu para Moçambique onde esteve em Missão e que ainda guarda saudades.
Carlos Barros, Colombiano também esteve em Moçambique em Missão e partilha da mesma saudade do Padre Joaquim Pinho.
O casal Viviane Nunes e Rui Sousa missionários da Consolata, deram o seu testemunho da experiência vivida NA Colômbia, Peru .
Contam que quando chegaram à comunidade da Colômbia com algum receio por ser a primeira experiência missionária, depararam com uma uma comunidade cujo nome é Nossa Senhora de Fátima.
A Missão foi interrompida quando descobriram que a Viviane está Grávida. Regressaram mas também como os anteriores, espreitando a janela de oportunidade para regressarem de novo em Missão.
Depois da leitura de um texto da Bíblia, a apresentadora do dia, Zélia, deu a palavra ao Padre Joaquim Pinho missionário da Boa Nova. Estudou nos Salesianos no porto, conviveu com elementos da O.F.S. de Gondomar. Ainda estudante ouviu falar dos missionários em Moçambique.
Quando da independência de Moçambique, questionou-se se fazia sentido continuar com a evangelização em Moçambique, quando em Moçambique a religião estava proibida.
Após a visita do Papa João Paulo II em 1987, as coisas mudaram muito.
Foram frases como as de S. Paulo que o empurraram para a missão em Moçambique, "Ai de mim se não evangelizar", entre outras.
Partiu para Moçambique onde esteve em Missão e que ainda guarda saudades.
Carlos Barros, Colombiano também esteve em Moçambique em Missão e partilha da mesma saudade do Padre Joaquim Pinho.
O casal Viviane Nunes e Rui Sousa missionários da Consolata, deram o seu testemunho da experiência vivida NA Colômbia, Peru .
Contam que quando chegaram à comunidade da Colômbia com algum receio por ser a primeira experiência missionária, depararam com uma uma comunidade cujo nome é Nossa Senhora de Fátima.
A Missão foi interrompida quando descobriram que a Viviane está Grávida. Regressaram mas também como os anteriores, espreitando a janela de oportunidade para regressarem de novo em Missão.
Dia 8 (sexta-feira)
Tema: Maria, Estrela da
Evangelização: Ir. Maria Rosária Nunes, franciscana missionária de Maria
Chegados ao ultimo dia da semana Bíblica de Gondomar. Hoje a cripta dos capuchinhos encheu, encheu com os jovens que este ano preparam-se para o Crisma. Foram eles que hoje fizeram a apresentação da palavra.
Frei Acílio foi o apresentador da oradora.
A irmã Maria Rosária Nunes, nasceu no Funchal e é Franciscana Missionária de Maria.
Deixo aqui alguns bons testos apresentados pela autora, irmã Maria Rosária Nunes na XX semana Bíblica de Gondomar.
XX Semana Bíblica de Gondomar
04 – 08 DE NOVEMBRO DE 2019
GONDOMAR
Cripta da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens
TEMA: Maria, Estrela da Evangelização
1. Maria no pentecostes (O nosso saber dos Documentos da Igreja)
«Na manhã do Pentecostes, ela [Maria] presidiu na prece ao iniciar-se da evangelização, sob a ação do Espírito Santo:
que seja ela a estrela da evangelização sempre renovada, que a Igreja, obediente ao mandato do Senhor, deve promover e realizar, sobretudo nestes tempos difíceis, mas cheios de esperança!» Evangelii Nuntiandi1 (EN 82)
«Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: "Eis que faço de novo todas as coisas".» (EN 18)
Testemunho e missão de Jesus: "Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus". "Para isso é que fui enviado". (Lc 4, 43; EN 6)“Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.” (Jo 20, 21). IDE… (Mt 28, 19)
«As últimas palavras de Jesus no Evangelho de São Marcos conferem à evangelização, de que o Senhor incumbe os apóstolos, uma universalidade sem fronteiras: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.» (EN 49)
«A ordem dada aos doze, "Ide, pregai a Boa Nova", continua a ser válida, se bem que de maneira diferente, também para todos os cristãos.» (EN 13)
«A tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja" (EN 14) e a sua mais profunda identidade, sob ação do Espírito Santo.” (EN 75)
«O Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial e torna missionária toda a Igreja.» 2
«Por motivo do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud3, sobre a atividade desenvolvida pelos Missionários no Mundo, o Papa Francisco declarou o mês de outubro de 2019 “Mês Missionário Extraordinário”, tendo como objetivo despertar para uma maior consciência da missão e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral.»4
A esta luz, em união com o Santo Padre, a Conferência Episcopal Portuguesa decidiu e
1 Evangelii Nuntiandi (8 dezembro 1975) - Português - Exortação Apostólica de Paulo VI sobre a Evangelização no Mundo Contemporâneo. 2 Carta Encíclica Redemptoris Missio (7 de dezembro de 1990) | João Paulo II – Vaticano (RM Cap. III, 21; 26; 30). 3 (Maximum illud - Português), de 30 de novembro de 1919, do Papa Bento XV, sobre a atividade desenvolvida pelos Missionários no Mundo. 4 Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para o Ano ... Missionário: outubro de 2018 a outubro de 2019.
proclamou o que estamos a viver: «Um Ano Missionário em Portugal» - outubro 2018 a outubro 2019, com o Tema «Todos, Tudo e Sempre em Missão.»
2. Maria Na religiosidade popular (O nosso saber da Vida)
«Religiosidade popular. É um facto que, tanto nas regiões onde a Igreja se acha implantada de há séculos quanto nos lugares onde ela se encontra em vias de implantação, subsistem expressões particulares da busca de Deus e da fé.
[…] Ela traduz em si uma certa sede de Deus. […] E suscita atitudes interiores que raramente se observam alhures no mesmo grau […]. Em virtude destes aspetos, nós chamamos-lhe de bom grado "piedade popular", no sentido de religião do povo, em vez de religiosidade. […]
Importa ser sensível em relação a ela, saber aperceber-se das suas dimensões interiores e dos seus inegáveis valores, estar-se disposto a ajudá-la a superar os seus perigos de desvio. Bem orientada, esta religiosidade popular pode vir a ser cada vez mais, para as nossas massas populares, um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo.» (EN 48)
«A veneração dos fiéis para com a Mãe de Deus5 tem revestido formas multíplices, de acordo com as circunstâncias de lugar e de tempo, com a diversa sensibilidade dos povos e com as suas diferentes tradições culturais.» Marialis Cultus6 (MC 24)
«Aproveitando a ocasião das cerimónias religiosas que têm lugar nestes dias em Fátima (Portugal) em honra da Virgem Mãe de Deus, […] desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável nexo7 existente entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres dos homens remidos para com Ela, como Mãe da Igreja.» Signum Magnum8 (SM – introdução)
Religiosidade popular como vivência inculturada da fé: «As expressões da piedade popular têm muito que nos ensinar e, para quem as sabe ler, são um lugar teológico a que devemos prestar atenção particularmente na hora de pensar a nova evangelização.» Evangelii Gaudium9 (EG 126)
«As formas próprias da religiosidade popular são encarnadas, porque brotaram da encarnação da fé cristã numa cultura popular. Por isso mesmo, incluem uma relação pessoal, […] com Deus, Jesus Cristo, Maria, um Santo.» (EG 90)
5 O título de «Mãe de Deus» (Theótokos em grego) precedeu o Concílio de Éfeso (século V, ano 431) e foi por ele confirmado, querendo dizer que em Jesus não há qualquer divisão entre natureza divina e humana. 6 Marialis Cultus (2 de fevereiro de 1974) - Português - Exortação Apostólica de Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria. 7 Tão amplamente ilustrado na Constituição Dogmática sobre a Igreja - «Lumen Gentium» - Português. 8 Signum Magnum (13 de maio, 1967) - Português - [«sinal grandioso»] - Exortação Apostólica de Paulo VI consagrada ao culto da Virgem Maria, Mãe da Igreja e modelo de todas as virtudes.
9 Evangelii Gaudium, Exortação Apostólica do Papa Francisco - o anúncio da Alegria do Evangelho no Mundo Atual
Peregrino de Fátima, Francisco afirmou: «Apareceu no Céu […] uma mulher revestida de sol»: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse10, anotando ainda que ela «estava para ser mãe». Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: «Eis a tua Mãe»11. Temos Mãe!»12 «O Papa Francisco instituiu a Memória de Maria "Mãe da Igreja"13 no calendário litúrgico, memória que será celebrada na 2ª feira depois de Pentecostes.»14
«Maria é Mãe. É Mãe da Igreja. Uma Igreja sem Maria torna-se um orfanato. O cristão não tem direito “a ser órfão”. Tem Mãe. Temos Mãe.»15
3. Maria nos Evangelhos (O nosso saber da Bíblia)
1.
TEXTO DO VÍDEO MARIA NOS EVANGELHOS Realizado por Sara Renca, fmm
CITAÇÕES
2.
Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.
Lucas 1, 26-27
3.
Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça,
o Senhor está contigo.»
Lucas 1, 28
4.
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo.
Mateus 1, 18
5.
Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria?
Mateus 13, 55
6.
Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.
Mateus 2, 11
7.
José […] subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, […] a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida.
Lucas 2, 4-5
8.
«Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
Lucas 1, 30-31
9.
Encontraram [os pastores] Maria, José e o menino deitado na manjedoura.
Lucas 2, 16
10.
Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
Lucas 1, 34
11.
Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração.
Lucas 2, 19
12.
Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»
Lucas 2, 48 10 Apocalipse 12, 1-2. 11 João 19, 26-27. 12 Papa Francisco - Peregrinação a Fátima: Santa Missa no Santuário de Nossa Senhora ... Homilia (13-5-2017). 13 No discurso de encerramento da 3ª sessão do II Concílio do Vaticano, 21/11/1964, Paulo VI comunicou: “… proclamamos Maria Santíssima «Mãe da Igreja» … com este título seja a Virgem doravante honrada e invocada por todo o povo cristão.” Conclusão da III Sessão do Concílio Vaticano II (21 de novembro d… 14 Vaticano, 03 - 03 - 2018. 15 Palavras do Papa Francisco: Família, Pedagogia e Juventude – Schoenstatt – 25/10/ 2014.
13.
Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa
Lucas 1, 56
14.
«Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»
Lucas 1, 38
15.
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. […]
Lucas 1, 46-55
16.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: […] uma espada trespassará a tua alma.
Lucas 2, 34-35
17.
“Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Marcos 3, 35
18.
Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: «Não têm vinho!»
João 2, 3
19.
Jesus respondeu-lhe: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora.»
João 2, 4
20.
Sua mãe disse aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser!»
João 2, 5
21.
Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe […]
João 19, 25
22.
Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!»
João 19, 26
23.
Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!»
E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.16
João 19, 27
4. Maria NA IGREJA À LUZ do ii concílio do vaticano (O nosso ser Igreja com Maria)
A veneração de Maria refloresceu e foi a mais popular na primeira metade de século XX, a qual se transformou em época de um intenso movimento mariano.
Multiplicaram-se, então, as “devoções” na Igreja católica:
as festas litúrgicas, a oração do rosário, as peregrinações aos santuários dedicados a Maria, os congressos e as congregações marianas.
Esta realidade alcançou a sua máxima expressão no pontificado de Pio XII (1939 a 1958)17.
Até antes do Concílio Vaticano II havia duas correntes:
uma (maximalista) colocava Maria acima da Igreja, com um estatuto quase divino (hiperdulia). Quase um culto igual a Deus, a quem é devido o culto de latria = adoração.
Outra (minimalista), por reação, colocava Maria ao lado da Igreja, quase fora.
Estas duas tendências confrontaram-se na assembleia conciliar.
16 João (Anos 90-100) é o único a sublinhar a presença de Maria no início do ministério público de Jesus, em Caná (2, 1-12) assim como no seu termo, na Cruz (19, 25-27); ao contrário, nada diz da infância de Jesus, e não se sabe nada de Maria durante o ministério público de Jesus. 17 1942 - Consagração da Igreja e da humanidade ao Coração Imaculado de Maria - PIO XII - Vaticano; Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (1º de novembro de 1950) | PIO XII – Vaticano: sobre a definição do dogma da Assunção; Carta Encíclica Fulgens Corona (8 settembre 1953) - Português: sobre a celebração do centenário do dogma da Imaculada Conceição 1954; Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (11 de Outubro de 1954) | PIO XII – Vaticano: sobre a Realeza de Maria e a Instituição da sua festa; Carta Encíclica Le Pèlerinage de Lourdes (2 de Julho de 1957) | PIO XII – Vaticano: sobre o Centenário das aparições em Lourdes.
O Concílio ressituou Maria: «não acima nem ao lado, mas dentro da Igreja».
Decidiu não dedicar a Maria um documento específico (como desejava a primeira corrente), mas antes integrar a doutrina mariana na Lumen Gentium (LG), a Constituição dogmática sobre a Igreja18.
Os padres conciliares tiveram a preocupação de reinserir a mariologia na cristologia e na eclesiologia, ou seja, apresentar e entender Maria sempre em relação a Cristo e no âmbito da Igreja.
O texto conclusivo foi aprovado quase por unanimidade. Trata-se do capítulo 8 da Lumen Gentium, que tem por título:
“A Bem-aventurada virgem Maria, Mãe de Deus, no Mistério de Cristo e da Igreja.”19
Eis o essencial que percorre todo o capítulo, nesta citação: “Pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem [Maria] intimamente ligada à Igreja: a Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja. [...].
A Igreja que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, torna-se também, ela própria, mãe, pela fiel receção da palavra de Deus: efetivamente, pela pregação e pelo Batismo, gera, para vida nova e imortal, os filhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela [Igreja] é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu Esposo e conserva virginalmente, à imitação da Mãe do seu Senhor e por virtude do Espírito Santo, uma fé íntegra, uma sólida esperança e uma verdadeira caridade.” (LG 63-64).
5. maria na vida e missão das missionárias de maria
“Missionárias de Maria” é o Nome que nos foi dado na origem, quando Maria da Paixão fundou o Instituto na Índia.20
Numa perspetiva bíblica, o Nome indica um chamamento, a vocação a uma aliança particular, ou seja, um apelo e envio de alguém ao serviço da Aliança feita por Deus
18 Esta decisão foi tomada por uma fraca maioria (1114 a favor e 1074 contra) no decurso da 2ª sessão do Concílio Vaticano II. Dois Cardeais tinham sido encarregados de elaborar um texto sobre o mistério de Maria na Igreja. Eram eles Franz König, de Viena, representante da escola eclesiológica, e Rufino Santos, de Manila - Filipinas, adepto da escola cristológica. Entre os mais de dois mil padres votantes, decidiu-se incluir o texto sobre Maria no documento sobre a Igreja. Foi, por assim dizer, uma "vitória" da escola eclesiológica. 19 Constituição Dogmática Lumen Gentium (Capítulo VIII) – Maria, Mãe de Deus, no Mistério de Cristo e da Igreja. 20 Na Índia, Ootacamund, Diocese de Coimbatour. A 06 de janeiro de 1877, Epifania do Senhor, o Instituto nasce simultaneamente em Roma e em Ootacamund, com a bênção de Pio IX, como Congregação Diocesana. Mas desde a primeira hora tem por fim a “missão universal” e por orientação espiritual o exemplo de Maria de Nazaré.
Assim, adotou por divisa: «Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a vossa palavra» (Lucas 1, 38).
Em 1885, com a aprovação temporária das primeiras Constituições, fica confirmada a vocação do Instituto à missão universal, com dimensão internacional, de direito pontifício.
A partir daí, é reconhecida oficialmente a sua inserção na Família Franciscana. Só então a sua identidade passa a expressar-se pelo atual nome: “Instituto das FRANCISCANAS Missionárias de Maria”.
com o seu Povo. Assim aconteceu com Abraão, com João Batista, com Pedro e com o próprio Jesus.
O Nome confere à existência de alguém um sentido e uma missão, Carisma21 que deverá ser realizado à medida que a pessoa ou coletividade implicada vai descobrindo, pouco a pouco, tal orientação, essa nova identidade que ilumina e inspira a sua resposta, ao apelo do Espírito, tornada compromisso.
O Nome «Missionárias de Maria» é, pois, um apelo comum a continuar a missão de Cristo, (enviado do Pai com a força do Espírito para levar a Boa Nova as pobres), em disponibilidade total como Maria» (cf. Const. 34 e 35).
Somos desafiadas a comungar no “Ecce/Fiat” do Verbo, na atitude fundamental do Ecce/Fiat de Maria, em inteira disponibilidade de Amor ao serviço da Vida e do Reino.
(cf. Const. 2)
«Maria, maravilhada com o dom gratuito de Deus, sempre atenta e recetiva à Palavra, sensível às necessidades do outro, para as apresentar a seu Filho, inspira a nossa vida de oração.» (Const. 10)
Instituto internacional, de direito pontifício; primeira congregação feminina
especificamente dedicada à Missão Universal, assumimo-nos como comunidade de MULHERES em MISSÃO, na rota de Maria sensível às necessidades dos ouros: “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39).22
Vivemos a nossa entrega, com opção preferencial por situações mais gritantes, na esteira de Francisco de Assis (desceu do cavalo e beijou o leproso) e ao jeito de Maria: “Eles não têm vinho.” (Jo 2, 3).
Maria da Paixão, ao falar de missão universal, tem por objetivo levar a alegria da Boa Nova aos postos de fronteira, à maneira diversificada de Maria:
visita Isabel, apresenta o seu Filho aos pobres pastores judeus e aos Magos estrangeiros ricos, atenta às necessidades dos outros apresenta-as a Jesus.
Empenhadas em que a nossa vida seja testemunho profético, privilegiamos projetos que visam o desenvolvimento integral da pessoa e das populações, procurando agir com critérios de Evangelho, competência de saberes e consciência ética.
Optamos por: viver a justiça como artífices de paz; encarnar o Evangelho nas culturas; implementar relações de diálogo e de colaboração; lutar contra o tráfico de mulheres e crianças; fomentar a “promoção da mulher para que ela realize a sua missão no mundo”23.
21 1Cor 12, 4ss «Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços… há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum.» 22 «Maria levantou-se e partiu apressadamente» é o mote para a primeira edição em Portugal, Lisboa 2022, do maior encontro católico de jovens = Jornada Mundial da Juventude.
23 Maria da Paixão.
O sentido do Ser está no Tornar-se. Dia a dia vamo-nos deixando transformar pela Palavra24. Em dinâmica de contemplação/ação, vivemos o nosso SIM, com sentido de pertença, procuramos aperfeiçoar esse SER a que nos sentimos chamadas. «Deus é Amor25. Ele quer que todos os homens se salvem e formem o seu povo;
por isso, o Pai nos chama a todos a ser transformados em Cristo, pelo Espírito.» (Const. 1).
Como fmm, em qualquer lugar ou situação, seguimos o exemplo de Maria, Mãe, educadora e colaboradora, tornada discípula de Cristo no meio dos discípulos que acompanha, presente quando nasce a Igreja no Pentecostes,26 a primeira “Mulher de Evangelho – Estrela da Evangelização.”
6. Maria em “O nosso ser igreja”
«A verdadeira devoção a Maria Santíssima leva à imitação das suas virtudes»27 Em Portugal a devoção a Maria surgiu muito cedo. A referência mais antiga de que dispomos, relativamente ao culto prestado à Imaculada Conceição, remonta a D. Afonso Henriques.28
Do empenho de muitos na propagação do culto à Imaculada Conceição, em Portugal, resultou o epíteto de «Terra de Santa Maria» atribuído ao nosso país. Nesta sequência, a 25 de março de 1646, D. João IV consagrou a Nação Portuguesa à Imaculada Conceição, e, depondo a sua coroa em Maria, tornou-a Rainha e Padroeira de Portugal.29
O Papa Clemente X confirmou (1671) a eleição de Nossa Senhora da Conceição como Rainha e Padroeira de Portugal, depois de reatadas as relações diplomáticas com a Santa Sé.30
A devoção do povo português a Maria encontra-se forjada, retratada, esculpida em santuários e capelas: Imaculada Conceição de Vila Viçosa; Santa Maria de Coimbra; Santuário do Sameiro; Santuário de Fátima (Coração Imaculado de Maria), Senhora do Monte e muitos outros.
Qual desafio neste nosso peregrinar, evocamos as palavras do Papa Francisco31, peregrino em Fátima, com intencionalidade missionária: procurar apontar como evangelizar Fátima.
24 “Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.” (Rm 12, 2).
25 1 João 4, 16.
26 Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem
(At 1, 14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização (EG 284). 27 Signum Magnum (13 de maio, 1967) - Português - PAULO VI – Exortação Apostólica Consagrada ao Culto da Virgem Maria, Mãe da Igreja e modelo de todas as virtudes (SM 8). 28 Após a conquista de Lisboa (1147), ofereceu uma imagem de Nossa Senhora ao Mosteiro de S. Vicente de Fora. 29 A partir dessa data, os reis de Portugal nunca mais usaram a coroa na cabeça; em solenidades e atos oficiais colocavam a coroa numa almofada ao seu lado.
30 Em 1670, a Bula do Papa Clemente X “Ex Literis” reconhece a Restauração da Monarquia Portuguesa:
Santa Sé - Países - Relações Bilaterais - Portal ... 31 Pellegrinaggio a Fátima: Santa Messa con il Rito della ... Português – Homilia – 13 de maio 2017 (Centenário).
Para nos ajudar a que ela se transforme num foco luminoso de evangelização, citando a Jacinta que beneficiara duma visão, introduziu um horizonte novo:32 «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?» E continuou: «Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz de que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados.» É o mesmo Papa Francisco que nos incentiva: «Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.»33 Ele próprio escreveu: “Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto.34
Também Maria da Paixão, Fundadora das Franciscanas Missionárias de Maria, ao implantar o Instituto em Portugal (1895), elegeu como Provincial Nossa Senhora da Glória. No próximo ano celebraremos 125 anos de Missão Evangelizadora na Terra de Santa Maria.
Como membros da União Europeia, vale a pena recordar que a sua Bandeira35 foi inspirada no Apocalipse. As 12 estrelas douradas, em círculo, sobre um fundo azul, são uma homenagem à VIRGEM MARIA.
O simbolismo desta bandeira é uma clara alusão à devoção mariana, que atribui a Nossa Senhora a passagem do início do capítulo 12 do Apocalipse: “apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça.” (Ap 12, 1)
32 “Horizonte Novo” = no contexto da Mensagem de Fátima, mas diferente dos conteúdos dominantes, em certas homilias: sofrimento, reparação, inferno, pecado… 33 Idem – No final da Homilia da Eucaristia com o Rito da Canonização dos Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto, no recinto do Santuário de Fátima, Sábado, 13 de maio de 2017.
34 Evangelii Gaudium, Exortação Apostólica do Papa Francisco - “A alegria do Evangelho” 288. 35 Foi criada pelo designer francês, católico, Arsène Heitz (adoção oficial a 8/12/1955).
7. Exploração da experiência (pessoal e em Igreja = apropriação)
a) A Minha relação com Maria (o saber da vida):
• as minhas certezas
• as minhas interrogações
• a minha oração
• a minha experiência
b) A evolução da minha relação com Maria (desde criança até agora)
• Qual o lugar que Ela ocupa na minha vida de relação com Deus?
• E na relação com os outros, na vida do dia a dia?
• Que influências me ajudaram a progredir nesta relação?
Encontros com alguém, leituras, estudo bíblico, outros estudos que mexeram comigo e me fizeram mudar.
c) Como falava a Igreja de Maria antes do Vaticano II?
d) E agora, depois do Vaticano II?
e) Em que me ajuda toda esta caminhada?
É preciso que, de tempos a tempos, sejamos capazes de parar para nos confrontarmos e nos interrogarmos:
“Em que ponto estou, a nível pessoal e como membro da Igreja?” = (novas sínteses).
8. Conclusão
Cântico (em vídeo) – Maria de Nazaré
Maria de Nazaré silêncio acolhedor
humildade que escuta e perscruta a vontade do Senhor.
Música: Mário Silva – OFM
Poema: Maria Rosária Nunes – FMM
XXXII Semana Bíblica do Funchal (Madeira) – de 07 a 11.10.2019
Convento de Santa Clara, Sexta feira, 11.10.2019
Maria Rosária Nunes
Franciscana Missionária de Maria
Deixo aqui a Bênção do nosso pai S. Francisco, com a promessa de voltarmos no próximo ano com o tema " o Evangelho da Vida "



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