Programa 2015

PROGRAMA


Dia 02 - O Povo de Deus, um Povo de Consagrados
         
                            Dr. José Carlos Miranda (UCB)

         Testemunho: Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (Azenha)


Dia 03 - Os Consagrados na História e na via da Igreja

                              D. Francisco Senra, bispo auxilar de Braga

                Celebração da Palavra (livro da semana)


Dia 04 - Os Profetas, os Consagrados à Palavra

                             Frei Bernardo de Almeida (ofm-UCP)

            Testemunho: Irmãs da Caridade do S. Coração de Jesus (Taralhão)

Dia 05 - Jesus Cristo, o Consagrado do Pai, para o Mundo.

                             P. Rui Santiago, (cssr)
           
             Testemunho: Franciscanos Capuchinhos

Dia 06 - O Profano,  agrado e o Consagrado na Vida e na Bíblia

                            Frei Herculano Alves (OFMcap).

           Testemunho: Sacerdotes do S. Coração de Jesus (Dehonianos)

Dia 07 - Eucaristia de Encerramento
     
                 Preside: D. João Lavrador, bispo auxiliar do Porto
                     

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                                    Dia 01 de Novembro de 2015

Está preparado o local, Cripta dos Padres Capuchinhos, para acolher a XVI Semana Bíblica de Gondomar.


Pelo numero de inscritos prevê-se que durante esta semana que hoje começa, a Cripta dos Padres Capuchinhos encha para ouvir falar dos Consagrados.

É vontade da equipa que preparou a XVI Semana Bíblica de Gondomar, que todas as pessoas que venham assistir, no decorrer da semana se sintam também Consagrados.




Bom Dia,
Com Paz e Alegria!

Fim de tarde. 
Braga, cidade dos Arcebispos. 
Depois de um dia recheado de aulas, o Dr. José Carlos Miranda empreende a viagem para Gondomar. Apreensivo, cogita com seus botões: 
«Chuva intensa, nevoeiro cerrado, frio q.b., noite de Finados… 
Será que, em Gondomar, alguém vai deixar o aconchego do lar para participar na Semana Bíblica dos Capuchinhos?» Apesar do GPS, o denso nevoeiro atira-o para um parque de estacionamento 
de uma grande superfície das redondezas, em vez da cripta dos Capuchinhos… 
Homem de palavra, não desiste. E sente-se amplamente compensado. 
A Palavra de Deus vence medos e obstáculos! E a XVI Semana Bíblica de Gondomar iniciou com uma verdadeira «multidão» de corajosos, já «santificados pela Palavra» 
– que este é o tema mobilizador destas «5 noites, 5 boas-novas».Em tempos de crise, a Vigararia de Gondomar «já não pode dispensar esta acção de formação, actualizada, criativa, exigente, mas a todos acessível» 
– pontualiza o Padre Alípio Barbosa, Pároco de Gondomar e Vigário da Vara, na apresentação da Semana Bíblica. O desafio foi aceite. Segundo o minucioso trabalho da Dolores, temos 265 inscritos. 
Mais 97 que no ano passado. Quando tudo diminui (o salário, a qualidade de vida, a vergonha de alguns governantes…), em Gondomar, este ano, aumentam os participantes na Semana Bíblica. 
«Só ultrapassada pela Semana Bíblica sobre São Paulo, nos idos 2008» 
– reconhece frei Vítor, o grande arquitecto, engenheiro, construtor e cabouqueiro destas iniciativas.
Eis os participantes, por paróquias: 
Covelo (2), Ermesinde (1), Fânzeres (14), 
Foz do Sousa (2), Jovim (7), Medas (2), 
Rio Mau (1), Rio Tinto (9), 
São Cosme (218), 
São Domingos de Benfica (1 - Bem-vinda seja!), 
São Pedro da Cova (6), Valbom (1). 
Estes são os inscritos. Também há aqueles que vêm, vêem, gostam e… para o ano voltam. Mas não se inscrevem! Diante de nós, um palco belamente ornamentado, grávido de símbolos. 
São 50 anos do Concílio Vaticano II, o Pentecostes do século XX, o terramoto que abalou a Igreja e o mundo. São 50 anos da primeira edição da Bíblia dos Capuchinhos, a verdadeira «vulgata» da lusofonia. 
Tudo emoldurado pelo Ano da Vida Consagrada, proposto pelo querido «senhor» papa Francisco. 
E às portas do Grande Jubileu da Misericórdia… 
Daí aquele amplo Globo alumiado por 50 luzes, com o Grande Livro, como «rocha» de uma vida verdadeiramente apaixonada por Deus e pelos irmãos. 
A nossa Armandina sempre a surpreender-nos. Com arte e beleza.
A irmã Chuva e a intempérie podem continuar. 
Mais persistentes serão os participantes. 
«Por um bem maior» 
– proclamava alto e bom som o Dr. José Carlos. Alegremo-nos! 
A Semana Bíblica de Gondomar é a Festa da Esperança: 
«Santificados pela Palavra 
– Ser Consagrado, Hoje, na Igreja e no Mundo».
Abraço consagrado de Paz e Bem,
frei Acílio













Mesmo com as condições atmosféricas adversas, não faltou o calor humano ás cerca de 240 pessoas que assistiram ao primeiro dos cinco temas previsto para esta XVI Semana Bíblica de Gondomar.
O Frei Vitor, grande mentor e impulsionador da Semana Bíblica de Gondomar, tomou da palavra e agradeceu a presença de todos os presentes que não faltaram apesar da chuva que caia no exterior.



Com o grupo Bíblico Emaús em palco, deu-se inicio  á XVI Semana Bíblica de Gondomar.
 Depois de lida parte da 1ª Carta de S. Pedro pelo grupo Emaús, o Padre Alípio saudou o público e como pároco enalteceu o trabalho feito pelo Padre Vitor e por toda a comunidade Franciscana por estes dezasseis anos de formação que as semanas Bíblicas trazem. Agradeceu em nome de toda a Vigararia. Apresentou cumprimentos ao guardião dos Capuchinhos Frei João Santos.
Afirmou ainda ser um Dom e uma graça do Senhor termos Semana Bíblica em que os temas são da actualidade e proféticos.



O conferencista  Dr. José Carlos Miranda (UCB),foi apresentado por uma irmã.
Licenciado em Filosofia e Humanidades Clássicas (UCP, Braga, 1986) e em Teologia (Universidade Gregoriana, Roma, 1991), foi Assistente do Centro de Estudos Clássicos da UCP (1996-1998), Bolseiro da “Comissão dos Descobrimentos” junto do Arquivo Secreto Vaticano (1999-2000) e da FCT junto Instituto Patrístico Augustinianum (2000-2003), onde se doutorou com uma tese sobre o confronto e interação dos modelos sociopolíticos da Antiguidade e do Cristianismo.

O Dr. José Carlos Miranda, com o tema "O Povo de Deus, um povo de consagrados. Realçou três partes, "conceito consagrado na Religião", "o que a Sagrada Escritura acrescenta a este ponto" e " na Fé Cristã a abordagem que damos á palavra consagrado".
o Homem quando nasce, sofre ao longo da sua vida uma aprendizagem, aprende com a sociedade, a comer a falar, mas há fatores que não dependem de nós, somos dependentes de uma criação que não fizemos. a chuva não depende do homem, a distância que nos separa do sol, sem a qual não poderíamos viver.
O sagrado pertence a Deus, o homem foi feito para consagrar o mundo a Deus.
A unção, pelo Batismo, a unção da confirmação, crisma e unção dos enfermos ou da extrema-unção.  
Povo de consagrados que nascem e morrem em Cristo.



Para finalizar a Irmã Conceição deu testemunho da sua vida de consagrada. com 16 anos tornou-se catequista. Há 43 anos que segue uma vida de consagrada e que hoje o pode testemunhar que se sente feliz. o fascínio que sente por Jesus é o que transmite ás crianças da catequese.

Depois dos agradecimentos a todos pelo Frei Vitor, deu-se por terminado o primeiro dia da XVI Semana Bíblica de Gondomar. 



Dia 03 - 11 - 2015 Terça feira











                                                             Dia 04-11-2015 Quarta feira



Foi a vez do Postulante Miguel (o futebolista) apresentar o orador.


                                             

Profetas, consagrados da Palavra



Introdução

O artigo encontra-se dividido em quatro principais partes. Começamos por apresentar as principais características da profecia de Israel. Depois, focamos a atenção no tripé dinâmico formado por profecia, consagração e palavra. Em seguida, olhamos a consagração à luz da ação da Palavra presente no livro do Génesis. Finalmente apresentamos um ícone profético: Ezequiel.
I - A profecia de Israel
Como introdução ao tema - profetas, consagrados pela Palavra - começamos por destacar algumas dimensões mais salientes e típicas da profecia em Israel. Na impossibilidade de sermos exaustivos, seleccionamos cinco grandes temas: a profecia e o cânone; a génese da profecia; a pessoa do profeta; os principais temas da profecia; a passagem da oralidade à escrita

1) Profecia e cânone

Depois do Pentateuco e dos livros históricos, encontramos na Bíblia o conjunto dos livros proféticos, que podem ser divididos em dois grandes grupos: ‘os profetas maiores’, os de maior dimensão (Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel) e ‘os profetas menores’, os de menor extensão (Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias).
Naturalmente, importa sublinhar que a profecia é um fenómeno transversal a toda a história da salvação e que por regra se estabeleceu um período profético ou um conjunto de livros proféticos, que se estendem desde o século VIII a.C até próximo da vinda de Jesus.

2) Génese da profecia

O profecia de Israel nasce da experiência vital do povo com o seu Senhor, na qual a Palavra de Deus assume um carácter vinculativo. Nesse sentido, Abraão, Aarão e Maria, irmã de Moisés, são chamados ‘profetas’ (cf. Gn 20,7; Ex 7,1; 15,20).
Em síntese: a profecia no AT faz sobressair a mensagem mais que o profeta (daí as expressões típicas e repetidas: assim disse Deus, oráculo do Senhor). A mensagem profética integra o passado, o presente e o futuro do povo à luz da experiência do olhar de Deus, do qual brota a promessa e a realização da mesma. Nesse contexto, a condenação e a salvação surgem como frutos da resposta do Povo dada a Deus.

3) O profeta, consagrado pela palavra

Como a palavra profeta (prophetes) indica, o profeta é aquele que fala em vez de, fala diante alguém, fala em alta voz; e não propriamente o que fala antes. Em hebraico a palavra típica para designar o profeta é ‘nabí’, que é caracterizado como vidente (cf. 2Sm 24,11), homem de Deus (cf. 1Sm 24,11), sonhador (cf. Dt 13,2). A raiz nb’ significa ‘chamar’, ‘convocar’. O profeta é o ‘chamado’, o ‘convocado’ de  Deus para uma missão.
Os profetas são chamados do meio do povo para o povo e revelam condições psicológicas, institucionais, teológicas e literárias especiais em vista da condução do povo ao Senhor. Daí se entendem outros traços da personalidade dos profetas: a acção pública; a respectiva perseguição ou adesão; o carácter carismático; a dimensão pessoal; e a missão divina. Em síntese, não existe um modelo de profeta.

4) Principais temas da profecia

Entre os diversos temas da profecia de Israel, destacam-se quatro principais: o culto (dentro e fora do templo os profetas chamam o povo à autêntica prática religiosa); o poder (os profetas começam por ser mestres nos palácios onde instruem segundo a vontade do Senhor, mas progressivamente se distanciam do pecado dos responsáveis de Israel); a profecia ou a Palavra propriamente dita (a qual contraria a aparência e procura conciliar a palavra do Senhor com a vida de Israel); o povo (incidência na justiça social e na salvação de Israel).

5) Da oralidade à escrita

Durante a monarquia dividida, a profecia ganhou progressivamente a forma escrita, onde os profetas escaparam ao poder dos reis e deixaram de estar ligados a lugares de culto e a processos de adivinhação para se aproximarem do povo e da realidade. De facto, os reis dessacralizaram o culto, entre outros motivos, por causa dos seus abusos e deformações. As batalhas e as conquistas não eram percebidas como obra de Deus, mas dos reis, muitas vezes, aliados a outros reinos.

II - Profetas, consagrados da Palavra

O título deste artigo é formado pelos termos: profetas, consagrados; palavra. Como o título propõe (mesmo se são os profetas que nele aparecem em primeiro lugar), é a Palavra que consagra o profeta, sendo ela a razão de ser e sem a qual não existiria o profeta. Centramo-nos, por isso, primeiro na Palavra, fazendo, de imediato, a distinção entre a Palavra enquanto comunicação do próprio Deus e a Sagrada Escritura enquanto conteúdo da Palavra de Deus.
De facto, a Dei Verbum, inspirada no quarto Evangelho, apresenta a Palavra como sendo a vida eterna comunicada. De facto, na Palavra, Deus dá-se a conhecer para nos convidar e admitir à comunhão com ele. Nesse sentido, numa das suas homilias em Roma, o Papa Francisco recordava ser necessário entender que Deus está enamorado por nós. Deus vem ao encontro do homem, chama, consagra, e, assim, consagra os profetas.
O verbo consagrar, do latim consecrare, consacrare, que deriva de sacer (sagrado), expressa o fazer sagrada uma coisa ou uma pessoa. Nesse sentido, por exemplo no AT, fala-se variadas vezes da consagração de reis, sacerdotes e profetas. Acima de tudo importa evidenciar que o sujeito que consagra é o próprio Deus, sendo o ser humano beneficiado, acolhedor, recebedor da consagração. Segundo D. António Couto, os consagrados deverão, primeiro que tudo, deixar Deus atuar na sua vida, pois, de facto, é Deus que consagra, é o homem que é consagrado. Nesse sentido, veja-se a vocação de Ezequiel:

Disse-me: «Filho de homem, põe-te de pé que vou falar-te.» O Espírito penetrou em mim, enquanto me falava, e mandou-me pôr de pé; e ouvia alguém que me chamava. Disse-me: «Filho de homem, vou enviar-te aos filhos de Israel, aos rebeldes, que se insurgiram contra mim... «Tu, porém, filho de homem, escuta o que te digo. Não sejas rebelde como aquela gente rebelde. Abre a boca e come o que te vou dar.» (Ez 2,1-10)


III - A Palavra que consagra, dinâmica: Abraão, Jacob e José

Sendo a Palavra a vida de Deus comunicada, quem a acolhe, naturalmente, manifesta-a nas suas vivências pessoais e sociais. Tanto assim que esse dinamismo da Palavra encontra no primeiro livro da Sagrada Escritura, o livro dos Génesis, um modelo que poderíamos chamar prototípico, ou seja, modelar e universal.
De facto, como o Génesis revela, a Palavra comunicada é o evento fundacional na vida dos portadores da vida de Deus, os quais são criados e sempre recriados pela vitalidade da Palavra, por isso, são homens de esperança, como a vivenciou Abraão, são homens da unidade e da diversidade, como nos revela Israel, são homens em quem se realiza a Palavra de Deus Pai e, por isso, querem o bem a todos irmãos, como testemunha exemplarmente José.


1 - Profeta ser criado e recriado por Deus

Como a experiência de Adão retrata, o ser humano realiza-se em relação com o criador, com a humanidade e com a criação. De facto, viver é relacionar-se como imagem e semelhança de Deus. Tendo por base a terra, que lhe deu  um corpo, e o seu espírito, que lhe deu o seu ânimo, Deus criou o ser humano como uma unidade de ser, uma pessoa vivente.
Assim sendo, o profeta compreende-se como uma unidade com uma identidade (nefeš), uma força (rûaḥ), uma materialidade e debilidade (bāśār) e uma capacidade de relação (’îš’iššâ) em Deus. Com efeito, o profeta toma consciência que viver é possuir essas forças e ser em relação e que morrer é perdê-las e ser isolado (cf. Gn 1,27; 2,7).

2 Profeta: homem da esperança
Em Abraão, o caminho da criação expressou-se na aliança de Deus com um homem e com a sua família, como compreensão do desejo de Deus de reunir junto de si toda a humanidade. Nesse sentido, a história de Abraão é o início da história do povo chamado a ser povo de Deus. A descendência de Abraão foi e é chamada a testemunhar o ser humano e da humanidade nos valores divinos em caminho para a consumação da criação em aliança com o único Deus (cf. Gn 12,1ss).
Deus chama Abraão, e ele responde-lhe seguindo o seu desígnio. A dinâmica chamada-resposta define o ser e a vocação de Abraão. A mesma dinâmica nutre a vida do profeta, Deus chama-o a caminhar, chama-o a um modo de ser. O profeta deixa os seus caminhos, a sua família e a sua terra, para seguir a chamada de Deus. O ser e a vocação profeta não dependem vitalmente de si, de lugares ou de tradições, mas sim da obediência a Deus.

3 - Profeta: Israel, um e multiplo

A história de Jacob é vitalmente marcada pela bênção que recebe do Deus de seus pais (cf. Gn 27,1ss; 32,30ss). Perante o conflito com o seu irmão Esaú, com o seu sogro Labão, com os seus filhos e com o próprio Deus, a vida de Jacob é uma constante realização da vontade de Deus nele, destacando-se três eventos fundamentais: o sonho de Jacob, a vitória de Israel, e as doze tribos de Israel.
Num sonho, Jacob vê uma escada assente na terra até ao céu. A qualidade desse encontro e da morada de Deus no mundo depende da relação dos seus descendentes com Deus, que estabelece a sua habitação na terra na família dos seus adoradores.
Num outro momento significativo da sua existência, no total silêncio e solidão da noite, na sua realidade total e autêntica, Jacob enfrenta Deus (cf. Gn 32,25ss). Ao surgir da luz do novo dia, na sua pura fidelidade, e mesmo ferido por essa, vence; por isso, Deus dá-lhe o nome de Israel. A alteração do nome de Jacob é total: de um nome pessoal e dado pelo pai, passa a um nome comunitário e dado por Deus: Israel. Portanto, Israel é pessoa e é comunidade. Assim sendo, Jacob é modelo para todo o Israel na sua dimensão pessoal e comunitária (cf. Gn 32,28).

4 - Profeta: Palavra do Pai para seus filhos José, o pai e os irmãos
José (cf. Gn 37,2-50,26) é modelo de sabedoria na gestão do bem comum e da justiça entre irmãos, em vista da pedagógica reconciliação fraterna. José é o homem providencial, a quem a Palavra do Senhor surge sempre como selo de verdade e de justiça, verificando assim o desejo maior de seu pai, a unidade dos seus filhos. Homem do sonho, da profecia. Nesse sentido, destacam-se três dimensões fulcrais na história de José: a discórdia dos irmãos; José, o Pai e os irmãos; e a reconstrução da unidade da família.
A história de José e dos seus irmãos, ao jeito do sucedido nas histórias de Caim e Abel, e de Jacob e Esaú, começa em tensão e transforma-se em divisão. O texto descreve as motivações profundas dos irmãos para com o irmão mais novo, filho do mesmo pai (cf. Gn 37,1ss). Contudo, como nos dirá a história presente no texto, o entendimento do Pai e de José acerca do poder distingue-se claramente em relação à compreensão que os demais irmãos assumem em relação ao poder.

Ezequiel

O profeta Ezequiel, inúmeras vezes chamado como ‘filho do homem’, vive ligado à terra, é frágil e mortal. A Palavra do Senhor, cheia de espírito e de força, é a vida do profeta, que é enviado para reconduzir o povo a Deus. A sua actividade profética terá decorrido entre 593-571 a.C.. Ezequiel presenciou o drama do exílio, no qual realizou grande parte da sua ação profética.
Antes da destruição da cidade santa, as palavras do profeta são marcadamente de condenação e, depois da destruição de Jerusalém, de salvação. A vocação de Ezequiel revela-nos o cerne da sua profecia: a glória do Senhor. A referência ao céu aberto (cf. Ez 1,1) e ao trono do Senhor saindo de Jerusalém (cf. Ez 1,15-16) revela-nos essa característica vital da profecia de Ezequiel: a presença de Deus no meio do povo, mesmo no exílio (cf. Ez 10,16-22).
Ezequiel, sacerdote e filho de um sacerdote (cf. Ez 1,3), denuncia a dureza de coração como sendo o motivo da idolatria e irracionalidade de Judá (cf. Ez 4,1ss). O profeta sabe que só convertendo-se de coração, o povo abraça a salvação.
Nesse sentido, o profeta unificou a sua profecia em torno ao movimento da glória: do templo de Jerusalém, a glória do Senhor vai para o exílio (cf. Ez 10,18ss) e do exílio regressa ao templo da cidade santa (cf. Ez 43,1ss). Portanto, o Senhor manifesta-se não só nos espaços rigidamente distintos do profano, mas também em terra pagã naqueles que acolhem a graça. Pois, a palavra do Senhor é sempre eficaz e revela-se no coração do homem como sabedoria (cf. Ez 2,8-10), de tal modo que, o não escutar da palavra produz os seus efeitos negativos (cf. Ez 16,11ss).














Dia 05-11-2015 Quinta feira
          O Grupo Chama teve a difícil  de apresentar o já repetente das semanas Bíblicas de Gondomar.
          Com  a chegada do dia do Padre Rui Santiago, os jovens ocorreram em massa e encheram a                 cripta do Padres Capuchinhos de Gondomar.











                        
                                                  Dia 06-11-2015 Sexta feira

Frei Herculano Alves, com participação assídua desde a primeira realização da semana Bíblica de Gondomar, também este ano não deixou de comparecer para mais uma partilha dos seus sábios conhecimentos da Bíblia.

Desta vez foi a O.F.S. (ordem franciscana secular)  a dar o mote de entrada para o quinto dia da XVI semana Bíblica de Gondomar.
Não faltando o assistente espiritual da fraternidade (Frei José Machado), que participou em todos os dias.





A XVI Semana Bíblica de Gondomar encerrou com a celebração da Eucaristia das 19 horas de sábado, presidida pelo Bispo Dº António Lavrador.













Com a Eucaristia festiva, terminou aquela a que se deu o nome de XVI Semana Bíblica de Gondomar, desejando que todos os tiveram o privilegio  de assistir, tenham saído desta semana Bíblica mais fortalecidos pelo Espírito Santo.

A equipa que preparou esta XVI Semana Bíblica de Gondomar, resta despedirmos-nos e até ao próximo ano se assim Deus quiser.


1 comentário:

  1. Esta Semana Bíblica é caminho aberto para aprofundar minha dimensão de batizado. Daí decorre o interesse da participação dos leigos, que desejam crescer na consciência da usa fé.

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